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Casa do Migrante - 08 de Setembro de 2008
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História

por Jorgeúltima modificação 2008-01-12 16:32

No ano de 2003, a AVIM deixa de ser uma Associação com personalidade jurídica e a Casa do Migrante passa a ser assumida integralmente pelos Missionários Escalabrinianos, com a colaboração de leigos voluntários.

    A Casa do Migrante situa-se anexa à Igreja Nossa Senhora da Paz a qual engloba o chamado "Projeto Paz" que compreende, além da Casa de Acolhida, a Paróquia pessoal dos Italianos, a Paróquia Pessoal dos Latino-Americanos, a Paróquia Territorial da Baixada do Glicério e o Centro de Estudos Migratórios.

    Em 1974, o então seminarista Pe. Alberto R. Zambiazi (in memorian), fundou a Associação dos Voluntários pela Integração dos Migrantes - AVIM - com sede na capital paulista.

Três momentos marcaram a História da Associação:

    Junto aos bairros de destino dos migrantes, com ênfase nos cursos profissionalizantes, desde alfabetização, corte e costura, até torneiro mecânico.

          - Junto aos terminais rodo-ferroviários, com ronda noturna para recepção e encaminhamento dos recém-chegados às instituições de apoio;

          - E, a partir de fins da década de 1970, junto à Casa do Migrante, através dos serviços de acolhida e encaminhamento para o mercado de trabalho e/ou demais demandas apresentadas.


    No ano de 2003, a AVIM deixa de ser uma Associação com personalidade jurídica e a Casa do Migrante passa a ser assumida integralmente pelos Missionários Escalabrinianos, com a colaboração de leigos voluntários.
 

Desafios

    A Casa do Migrante, é um espaço solidário num ambiente físico agradável e bonito, digno para acolher os que não encontram lugar para reclinar sua cabeça.

    Entretanto, temos clareza que a Casa é também uma caixa de ressonância dos problemas da própria sociedade (em especial do desemprego), bem como dos rompimentos das relações no âmbito familiar e pessoal. No final dos anos de 1970, a Casa recebia, marjoritariamente, famílias compostas por jovens casais acompanhados de seus filhos. Tão logo chegassem, os migrantes eram absorvidos pelo mercado de trabalho e/ou acolhidos pelos que na migração familiar os haviam antecedido. A partir de 1990, a Casa passou a receber, em sua maioria, pessoas sozinhas, com idade entre 20 e 40 anos, em busca de trabalho. Hoje, a Casa, que tem como finalidade acolher os que chegam, depara-se cada vez mais com a crescente mobilidade a que essas pessoas são submetidas em virtude da escassez de oportunidades para a inserção no mercado de trabalho. E aos que conseguem alguma ocupação, trata-se, quase sempre, de serviços temporários e/ou "bicos" que não possibilitam alavancar o sonho de um endereço fixo.

    Se para os migrantes internos os desafios já são grandes, outros somam-se para o caso dos imigrantes e refugiados. A Casa do Migrante, atualmente, é um reflexo claro, em miniatura, dos problemas da globalização.
Na sociedade de mercado, altamente competitiva e excludente, cabe-nos a tarefa de manter acesa a chama da auto-estima daqueles que ainda tentam equilibrar-se como que sobre um fio de navalha – na sua maioria, jovens.

    Para tanto, persiste o desafio cotidiano de manter a estrutura existente em funcionamento e a necessidade de criativamente, numa instituição desafiadora como esta, oferecer atividades sócio-educativas e recreativas permanentes aos migrantes, o que requer pessoas voluntárias.

    Para os problemas estruturais, cabe-nos manter viva a utopia de mudanças da ordem social ampliando o leque das nossas ações para além das paredes da Casa do Migrante.


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